sábado, 5 de junho de 2010

Perder novamente ....

Há palavras que nos beijam, assim em tempos comecei um poema dedicado a quem das cinzas ícaro transportou para a luz do sol.Hoje neste triste e sombrio quarto de novo envolto na frieza da incapacidade humana de sentir, reescrevo as palavras que já não beijam e já não se fazem sentir em minhas letras.Minhas mãos abandonas-te quando as palavras me escaparam, sinto-me incapaz de seguir com o simples do complexo viver de minhas emoções a muito guardadas.Quero ser livre e definitivamente me livrar deste bosque entre o mundano e o irreal da realidade dentro de mim escondida, mas só me prendeste mais...Agora aqui como aqueles que ouvi e oiço todos os dias em meus sonhos oblíquos de razão me perco neste húmido e esquecido mundo onde o viver e folgado e dizem não há solidão mas eu no meu descampado não tenho essa ilusão. Assim declama a poetisa dos novos tempos daqueles que perderam tudo quando apostaram no simples que e viver.Carpe diem dizias tu quando em meus olhos fingias saber as pequenas verdades na verdade escondida, quando nem um só momento em meu gélido coração esperas-te para pregar o punhal definitivo da essência de uma sociedade podre em movimentos e razões.
Agora espero por ti minha fiel amiga que há muito abandonei nestes textos para voltar a preencher a falta de ti que em mim trago e com tuas palavras sempre singelas e comprometedoras me carregares com minhas mãos neste molhado teclado pelas lágrimas de outros tempos lembradas por um presente em muito igual ao passado do meu futuro esquecido por quem sempre tentei prazentear com a luz do dia.
Da escuridão não sairei até que o sol me queime as asas como a ícaro mas crescerei como césar mesmo que pela mão de meus filhos morra em pleno solo sagrado de uma imaginação fértil muito mais que os futuros incertos de quem um futuro planeia quando nem um presente consegue construir.Seguir-te-ei meu querido amigo também em tuas palavras a muito esquecidas pelo mundo e como Camões tentar-te-ei imortalizar com as letras de um destino cruel ainda que nunca vivido.
Estarei vivo enquanto ainda alguém no mundo minhas palavras leia ou meus pensamentos sinta. Para sempre existo......

quinta-feira, 20 de maio de 2010

De volta ao pecado....

Em cada momento em ti penso,como se de um escravo de teu olhar me encontrasse.Procuro na imensidão do meu quarto teu perfume deixado em minha vida.Sinto-te mas não te encontro, procuro-te mas não te acho.Sei que estas aqui menina no bosque perdida, à tanto que me persegues em meus sonhos e na minha realidade infiel de factos.Pedes que te escreva mais e mais de mim para ti, quando de ti não sei nada.Vivo num inconstante tumulto na procura do meu eu e ainda me obrigas a te descobrir nesse teu mundo tão diferente mas em tudo parecido ao que vivi.
Do outro lado da janela do meu gélido quarto numa noite quente de verão, oiço a voz do vento passar entre as persianas de uma vida, tento entender o que ele me conta nesta passagem rápida, mas sentida pela minha cara cansada de viver como se morto estivesse.Um dia serei como ele, livre de emoções e capaz de percorrer o mundo num segundo, mas hoje nada mais sou que mais um desses que a sociedade corrompeu com suas infiéis regras de destino cruel. Ele perdeu-se no simples da vida, quando o difícil construído estava, Ela perdeu por seguir demais quem não mais merecia ser seguido, ambos me contaram suas historias e agora aqui inicio uma nova palavra de minhas mãos deleitadas num teclado sujo de paixões.
Ao longe, neste tão saudoso bosque mais uma voz me retirou do sono para que com ele persiga a imensidão do pecado de escrever,é uma mulher, que me conta como ali parou entre o mundano e o passado, entre o futuro e o misticismo. Com ela volto a aprender para que sirvo neste sombrio quarto ainda incompleto pela razão de uma solitária noite, espero viver grandes aventuras a seu lado, mas mais que tudo espero aprender o quão completo podemos estar quando o todo não mais que ao nada se resume quando a mente nos abandona a favor de um pobre coração.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Nunca duvides ....

Há palavras que nos beijam, assim hoje olhei para o passado do presente e em meu caminhar encontrei quem destas palavras musica fez.Sem saber que imensidão percorria tentei sobreviver a meu destino cruel, entre palavras escritas, ao som de um querer estando vivo. O existir faz sentido quando de entre os mundanos nos perseguimos pelo completar de nossos sonhos que mesmo obscuros e corados nos querem levar a realidade dos sentimentos. A pouco quando me olhavas pedis-te-me uma nova escrita em meu peito, não sei se por magia ou por opio em meu querer minhas palavra não ditas, de meus dedos se deleitam para a ti ao escrever o poema prometido minha querida amiga entre o bosque perdido.À muito deixei para traz o escrever de meus momentos vãos entre as paredes de meu quarto vazio de o mundo em redor, agora para ti recomeço a escrita em tons de não saber onde meus dedos querem tocar nestas letras escuras do meu ser.Carpe diem dizes tu quando pensas saber o que existir estando completo se resume a estas palavras.Enganada pela velha sociedade pobre te encontras quando para mim referes que a vida apenas deve ser aproveitada.Não para que o mundo em torno de nos gire e nos construíssemos nesta selva de emoções temos de aprender com os erros do passado como os que o meu amigo no bosque me conta.Agora tu me apareces nesta nova voz que a meus ouvidos sentila como se de uma musica de um Deus se tratasse, não te quero ouvir num todo, mas se insistires no querer minhas mãos, a ti serão entregues para que comigo percorras o destino de minhas palavras. Serei teu escravo de desejos enquanto minhas palavras queiras escrever.Acendo um novo cigarro e perco-me na noite e solidão do meu quarto ao tentar viver-te.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Mentir...

Pediste-me que deixasse para traz todos os medos e anseios de mim próprio, e que em cada palavra de mim saíssem sons ocultos do meu profundo sentir.Nesse momento não reparei na imensidade de tal acto, que depois de reflectido não mais absurdo que a minha existências se coloca.Sou incapaz de a teus anseios atender pois o medo de perder-te seriam maiores que a vontade de te alcançar.Não quero viver por viver este sentir que em mim carrego, mas quero aproveitar a mentira da possibilidade, enquanto o absurdo me parece lógico e em mim o transporto para o dia a dia do meu querer.Sou teu desde o dia que a teu lado nos olhos te olhei, infelizmente não te posso dizer tudo o que contigo já vivi mas sei o que queria quando ali bem de fronte os teus olhos encarei.Neles vi vida luz brilho e paz, tudo o que segui em meu caminho pelos bosques de um passado presente em meu coração.Como tudo na vida sem ti minha amiga de longa data não teria aprendido menina singela que a minha janela no bosque seguiste.Espero pelo momento capaz, de a abrir e teus lábios tocar como se de flores divinas meu olfacto se enchesse pela imensidão da vida.Quero-te mas não te posso ter, pergunto-te mas de ti não quero resposta.Medo do não cravado em teu coração já a muito que te lembrei, seguir depois dele é mais dificil que viver nunca o ouvindo.
Por isso aqui neste quarto fechado entre a janela da vida e a segurança do mentir te escrevo este texto a ti menina no bosque que à tanto oiço nele perdido pelas calunias de uma sociedade inculta na verdadeira forma de amar.Fecho o livro e de repente tudo e óbvio mas ao mesmo tempo tudo e impossível de viver, espero por uma outra vida, um outro ser, um outro eu, que a teus olhos de bons modos siga ate à existência de um nós perfeito como um todo construído.
Minto-te mas no fundo quero-te ...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Pensamento soltos

Aqui na escuridão do meu quarto, por entre o fumo de um sentimento impuro, procuro o destino no meu passado distante que me guiou ate aos nosso dias pela imensidão do meu pensar.Cada vez mais penso na ocasião do destino que nos persegue todos os dias enquanto o nosso trabalho na terra se encontra pelo findar de todas as tarefas por nos executadas como se de inquisição se tratasse. Quero viver mas não sei que caminho escolher nas opções possíveis a mim entregues pelos mundanos que comigo seguem suas vidas.
Apenas adormeço sobre meus pensamentos cruéis ...sigo sem rumo e sem dor nem piedade pelo caminho dos sonhos passeando.

segunda-feira, 1 de março de 2010

O porque de escrever...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Recusa

Estavas la quando te procurava na imensidão do meu ser, hoje olho para o jardim em frente e apenas um vazio de névoa encanta meu olhar. Não entendo porque me seguiste, para me deixares neste vazio de questões que o destino não responde com o sentir de outros tempos. Bem longe vão as estrelas das galáxias que contigo percorri neste infinitos para o mais alem da razão. Existir para ser perfeito, muito me confrontas-te em tuas palavras com o espelho que de mim não saia para o exterior, lágrimas orvalhadas pelo espaço distante entre nós me impedem de seguir as pedras do caminho e provocam o cair num misto de dor.
Olho de novo para o passado e mais que o bosque de onde te descobri para a vida e de onde das cinzas te retirei para a luz do dia, nada encontro para te exprimir o porque de te querer mais a meu lado. Minto a mim mesmo quando me olho completo nos espelho da vida. Quero ser mais, quero seguir, sugar o tutano de minhas palavras para que em vermes não termine minha carne.
Obra feita, sentido critico e destinos trocados em mim seguiram pelo querer estando vivo. Sei que chego la mas apenas pena tenho de ja não te olhar em cima de meu ombro ou no findar da noite escura que hoje apenas a solidão de meu quarto apazigua. Minha amiga quase que a tua historia concluo em meu escrever por isso te liberto a ti e a ele para que do bosque mais uma alma perdida consiga adoptar para ser puro em meu sentir.