domingo, 18 de março de 2012

Liberta-te

Minhas palavras se terminam quando te oiço distante, são promessas citadinas de um sabor constante. Pelas pedras criados entre a escuridão de meus passados escondo o futuro para os menos aventurados. Na realidade me perco, cada vez mais o fim está próximo, teu cheiro já não o emana a flor de meu jardim quando a brisa passa. Escondo-me pois quero viver-te, sigo-te pois quero sentir-te, não sei porque o faço, talvez a triste manha de outono em que meus olhos te olharam me fizeram seguir as folhas deste bosque e na neblina da matinal sociedade me tenha feito esquecer os sentidos ou o espirito de aventura. Amiga minha que há tanto tempo perdi se ainda por este sombrio local, onde o real e irreal se juntam, te encontras segue minha voz e traz-me à luz de um dia sem chuva que molhe meu rosto de sentidos vãos e pensamentos descalços.
Não somos mais que as palavras que construímos quando estas árvores nos encaram, elas sabem a nossa realidade, nossos segredos em suas raízes guardam quando entre elas nos encontramos. Mas agora amarram a liberdade para esconderem o que de mim se exalta. Não são só palavras quando as escrevemos sem pensar, sem olhar, sem escolher, é a alma que sai por entre estas letras e nos faz sonhar.
Sonhador sem sonhos sou eu a caminho do meu Eu perfeito seguindo por entre o luar que passa as folhas de uma vida e nos arrasta para a escuridão da noite. Estarei aqui até que resolvas voltar amiga minha nem que para isso seja consumido pela escuridão deste local. Mitos se criaram por entre esta paredes esquecidas da razão, loucura è estar vivo não vivendo e olhar sem ver e sentir sem querer è ser alma sem credo. O grão-mestre nos ensinou as almas são para sentir não para que delas o sintam, são escuridão são alegria são querer ter a vontade de ser o que já somos mas a incompleta realidade nos esconde.
Sei que estas aqui por entre estas escarpas que tapam teus olhos com o sol que te impede de ver o que por entre as nuvens esta escondido. Liberta-te e vem! Sê a tua realidade!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Trilhos

Ao longe te oiço amiga querida deste bosque sombrio, sigo-te nesta voz calma e serena de um fim sem princípio abraçado pela madrugada, escondes-te entre os arbustos de espinhos procurando tua pureza quando a escondes bem perto de teus olhos. Nunca saberei porque me iniciei por estas aventuras num bosque tão tumultuoso como o teu, talvez tenham sido as infâncias entre os grandes mestres da sabedoria eterna que me levaram a perseguir-te. Sei que estaremos perto do final, um dia junto de ti este gélido bosque gelara minha alma e as rosas por mim não colhidas murcharam como o fiel escudeiro morre por seu amo. Quero viver mas não te encontro, a cada olhar a cada toque sinto o sentimento de angústia pois sei que o mundo é findável, na eternidade viverei em minhas palavras que nunca ninguém lerá, mas que um dia as ouviram dentro de seus corações perdidos nestes bosques de razão aos que fogem da essência de viver. Nunca estarás sozinha pois eternamente te procurarei, nem que ao inframundo te tenha de procurar para ouvir só mais um pouco de tuas palavras, mais um pouco de tua alma esquecida entre a multidão de incrédulos mortais.
Somos reais, estamos aqui a frente de todos vós, mas ninguém nos verá, ate que o céu se una com a terra e nos faça crer que o sol nos queimara no amanhecer da esperança, que só escuridão avizinha quando neste meu mundo me esqueço da realidade. Sabes bem fada minha que as tágides sussurram a aclamação dos Titãs neste  incrédulo lugar. Olho de um longe perto, sinto-te num pensamento inculto mas afasto-me na realidade sofrida de uma pedra, que parecendo robusta não mais que uma peça num jogo de factores se quebrará, para isso servem todas as outras que a rodeiam, para a segurar quando o mundo dela desiste. Somos nos na nossa natureza inata não na sabedoria dos pensadores. Olha para ti e vê-te viver antes que apenas os espinhos de tuas rosas sobrem nesta planície desprotegida do sofrimento dos mortais.
Poderás ter tudo mas olhando para trás faltar-te-ão as colunas que suportam o Olimpo de nossos sonhos, para isso nos testam nesta mistura de pecados, tal qual plebe de meu senhor escondido no conforto de suas gentes. Elas esperam por nos bem junto dos lagos onde os cisnes escondem os crocodilos. Nem tudo o que é horrendo á realidade é sombrio na pureza da cegueira, podemos passar uma vida a seguir estes trilhos, mas na morte veremos que escolhemos o lado errado do cruzamento de nossas verdades. Lutarei por ti tal Marco no ultramar por César.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Rumos

Somos uma imagem do que queremos ser, quando nos perseguimos por estes gélidos caminhos cobertos pela brisa de uma manha que anseia pelo calor do sol de um meio dia que tarda em chegar. Saio por instantes desta longa jornada em que me perdi, entre a escuridão deste meu bosque que mais que passado se encontra incompleto, para procurar o que anseio por entre as palavras caladas em meu coração.Não somos mais que uma invenção de nos próprios quando tentamos viver uma realidade que não nos pertence. Procuro vos por entre os sons cada vez mais longínquos da minha razão mas não vos encontro pois a escuridão cegou meus sentidos. Onde estás? pergunto eu entre as folhas secas de um outono que teima em não passar, quero-te aqui fada minha entre o bosque esquecida. São momentos vividos a teu lado que recordo quando de novo as minhas mão deleito por entre estas escura teclas que trazem à vida o que em mim se esconde.Não sei viver sem sentir que tenho aqui sempre que a cruel realidade de meus tempos me apague entre a multidão de cegos que este cruel mundo transporta.
Olho mais distante e uma luz se aproxima por entre a neblina qual Sebastião perdido no outrora, sinto-te mais perto do que pensei, mas mesmo assim não quero esse caminho. Caminhos movimentam escuridão por estas bandas, escondidas nos peitos apagados de cada amante, pois na verdade não mais que simples comida para vermes nos tratamos. E com esta certeza apagada em nos seguimos esta dura batalha do irreal, desta simples realidade esquecida por entre as árvores apagadas em procura de um inverno com saudades de um verão quente. Mas tu e só tu sabes por onde me encontrar, esse segredo guardado com a chama de Olimpo para que dos mortais esteja protegido, e qual como pandora nunca se mostre na realidade.
Esconderei mais um dia o que a tanto quero mostrar, mas seguirei por este bosque pequena fada ate um dia te encontrar.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O caminho esta mesmo ao lado...

Hoje no Bosque sigo pela razão infinita de meus deuses, em mim perdidos, os grande que no passado aqui se perderam para que um dia chegassem ao fim da linha e soubessem que valeu a pena viver. Agora aqui neste gélido sofá entre estas paredes rasgadas pelas raízes de um bosque escuro, imagino como seria a realidade se o ontem fosse um hoje e o amanha a certeza de meu ser.
Ao longe uma voz me chama perguntando se o quero acompanhar pelos caminhos tortos, mas por vezes tão directos na nossa razão de respirar.Estarei vivo? Estarei morto? Muitas vezes me questiono sobre o que faço mesmo aqui por entre estas sombrias árvores.Posso vê-la ! esta voz que a tanto perseguia... é a voz de um fauno, que me tenta explicar historias dos que por la viveram e dos que por la sentiram.
Conta-me que em tempos uma menina se perdeu entre estas húmidas montanhas quando perseguia a sua ingénua infância para as palavras que as ninfas lhe declamavam ao vento de sons tocados pelos anjos no horizonte dos sentimentos.Quero conhece-la! Há muito que não sentia tanta vontade de viver alguém.Persigo este pensamento enquanto revivo partes de tempos em que a felicidade era simples como o simples acordar para um infantil dia de sonhos vãos cheios de esperança de ser. Quando deixamos a criança que reside em nosso subconscientes perdemos a nossa identidade de exploradores de um mundo novo. Cair na rotina e apenas para os pobres incrédulos na realidade de seu sentidos.
Sigo mais um caminho na meu sentido agora contigo meu fauno amigo que me levara a realidade que quero viver ao lado de quem a queira sonhar ....

domingo, 29 de maio de 2011

Sao palavras

São sentidos que damos as palavras que nos fazem viver a realidade de nossos pensamentos.E agora aqui neste bosque cercado pela razão inata das realidades perdidas vos escrevo.Sim, nele me perdi em busca de uma fada que em meus olhos seguia pelo caminho da razão esquecida, mas nada mais que sentimentos ela se via perdida.És tu numa palavra só, num gesto singular pelo que pensas viver, sou eu pelo que percorri e pelo que com os meus amigos no bosque aprendi.
Agora aqui sentado em tua janela te observo como se de uma deusa te tratasses pelo sentido de estares viva quero olhar-te mas a luz me leva a noite de uma lua morta pela incapacidade de ver seu sol de fronte.Neste mundo escuro de sofrimento e húmido de lágrimas me reencontro com os seres que outrora persegui, queria ser mais que eles e acabei tão preso a este bosque como tantos outros que dele tentaram fugir.Sem palavras escrevo pelas linhas tortas de uma vida de pecados e sentimentos vãos, mas hoje sei que destas palavras que alquem lerá saíram pensamentos que nunca entenderá. Somo poetas somos cantores quando inventamos ou fingimos , mas e no fingimento que por vezes estão as verdadeiras verdades que escondemos dos mundanos e transportamos para o irreal deste bosque sem sentidos.
E agora tu ò tagide minha no Mondego perdida sente o poder dos bosques de raízes encrostadas pela realidade de nosso sonhos.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Chuva..

Na magia destes dias escondido entre gotas de umas lágrimas mundanas vos visito meus fieis companheiros de aventuras neste sombrio bosque da realidade esquecida por quem nos materiais se esconde.Em tempos estas simples gotas eram alívios da almas e a pureza de uma escrita sem sentido, sentida apenas a quem de olhos fechados as lê.Do longe mas bem perto mais uma voz de entre o nevoeiro, como se do rei morto salvador se tratasse,grita por ajuda enquanto se perde nos encantos deste sombrio lugar gelado pelas gerações de infortunio aos olhos dos leigos.Mitos perseguem este lugar como os gigantes escondidos nas grutas da paixão e as ninfas agarrando em seus chamamentos os que não tem olhos para seus sentimentos.Entro pela porta fechada ao mundo e chego ao caminho da solidão, onde lentamente somos levados à loucura de palavras soltas de sangres derramados, nesse instante encontro entre as árvores falantes a voz que perseguia, era de uma simples fada que se perdera de seu amo. Pergunto-lhe que fez ela à realidade para se perder nestas raízes do passado, entre choros e sons me faz entender, de seus lábios delicados como seda, que se perdera de seu Eu enquanto tentava encontrar o dos outros, de palavras foi sedenta ate que as palavras a levaram para o mundo de onde sempre tentou fugir.Agora aqui na escuridão de seu ser reside a sua vivência e sem a chama de olympus para a proteger não sabe de que se provir para sobreviver.Pede-me ajuda e que seja seu Melchior a guiar sua alma para a luz do norte escondida entre as árvores longas do sentido de viver. Ajudo quem de mim precisa, sigo quem me levar, mas palavras não irei mais narrar, diria ela na sua inocência do mundo.Não me pede nada mais só que a leve para onde vão os perdidos de seu ser, esse lugar húmido pela chuva de viver....

segunda-feira, 14 de março de 2011

Palavras...

Palavras são como armas que nosso coração usa para omitir o que sente, actos são mais sinceros quando as palavras nos escondem entre a incerteza do que escrevemos quando no fundo queremos dizer.
Prometi que escreveria o texto que não quis te dizer quando te ouvia no bosque chamando, agora destas palavras contarei meus actos para que entendas o que sei que sabes que mesmo não sabendo imaginas nesse teu mundo tão teu, criado em torno de uma solidão saudável da protecção da realidade inculta dos que te rodeiam.
Sentir não e mais que uma ilusão quando somos criados da cinzas que alguém plantou em nosso coração e nos apagou a alma de sonhos e cegueira, para a crueldade dos humanos.De palavras meu mundo preencho neste quarto húmido pelas lágrimas dos que partiram sem nunca poderem mais olhar para traz.Do outro lado destas paredes, mora o mundo e dizem que nele não existe a solidão dos tempos revolto em abraços da vida por muitos perdida.
Somos palavras quando tentamos ver a realidade que a vista de todos, so alguns consequem ver.Se estiveres atenta querida amiga no boque perdida encontras aquilo que procuras bem a teu lado sempre escondido pela luz das estrelas sintilantes antes de te levarem as cinzas esquecidas pela realidade.Dentro de mim ha algo que se esconde que so com a coragem de alguem que das cinzas o traga para a luz do dia poderas conhecer.De palavras estou farto quando estas maos apenas querem escrever o que todos os outros querem ler minha alma se apaga no findar de meus tempos aureos.
Não sou mais que icaro nas cinzas das suas asas de sonhos, voar para outros mundos e esquecer a infiel realidade da vida.Mas neste meu mundo criado pela solidão de meu quarto escreverei ate que as palavras me doam entre as lagimas das letras escritas para quem quer ler mesmo não vendo o que nelas digo.